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Para quase tudo o que fazemos é necessária energia.
Existem várias fontes de energia.
Convencionalmente, as fontes de energia de que fazemos uso, não contemplam soluções que recorram à inovação tecnológica ou revelem preocupações ambientais e/ou económicas.
Portugal goza do privilégio de ser, no âmbito europeu, o segundo país em termos de incidência solar, com uma média de 3.000 horas por ano! Sendo o sol uma fonte de energia inesgotável, renovável e não poluente, como se explica que não seja utilizado com outra regularidade/alternativa?
As preocupações ambientais têm necessariamente de ser uma exigência da Humanidade. Temos de nos empenhar em preservar o meio que nos rodeia e em encontrar formas alternativas, limpas e económicas de produzir e consumir energia. É esta a herança que devemos aos nossos filhos e gerações vindouras!
É neste contexto que tentarei dar uma ajuda/informação como encontrar soluções que utilizam energias renováveis e, assim valorizar recursos que estão ao alcance de todos nós, bem como os da natureza.
Até é compreensível que quando se fala em energias alternativas, haja algum medo/temor do que pode acontecer/represálias…sim, visto que em tudo o que nos rodeia existe o "PETRÓLEO" combustíveis fósseis.
Assim sendo tudo o que se faça no âmbito “do alternativo” estamos a tirar negócio aos "Senhores do Petróleo".
Por isso a Comissão Europeia é favorável ao uso dos chamados combustíveis de “segunda geração” que são mais eficientes e menos problemáticos do ponto de vista ambiental. Eles normalmente são obtidos a partir de resíduos da madeira e podem se tornar produtos de grande valor agregado como os bioplásticos e outros materiais ‘verdes'. Na Europa, a Dinamarca está na frente no desenvolvimento de biocombustíveis eficientes energeticamente, com o anúncio em Junho do ano passado de que iria construir a maior biorefinaria europeia de etanol a partir de celulose. O projecto foi orçado em mais de 40 milhões de euros. O total de biodiesel produzido na Europa já ultrapassa 1 bilhão de litros por ano, tendo crescido à taxa anual de 30% entre 1998 e 2002. O “pacote de energia e mudanças climáticas” lançado pela Comissão Europeia de Meio Ambiente no início do mês (10 de Janeiro de 2007) trazia que 10% do combustível para transportes da União Europeia viria de biocombustíveis em 2020. O Biodiesel e etanol são produzidos principalmente a partir de colheitas agrícolas como cana-de-açúcar e milho.
“Os combustíveis das plantas são largamente divulgados como a solução para os problemas com a dependência do petróleo e mudanças climáticas, enquanto são lentamente empurrados na União Europeia como a maneira de oferecer subsídios para agricultores europeus”, disse o vice-presidente do Comité de Agricultura do Parlamento Alemão, Friedrich Wilhelm Graefe zu Baringdorf.
Mas “nem só de pão vive o homem” assim vamos olhar o futuro alternativo e mostrar do quanto somos capazes.
Já estou a fazer o que posso… e tentarei ajudar os outros no que puder/souber e me for possível.

De momento já tenho entre-mãos e em prática uma das muitas alternativas que existem e que tentarei, aquí, abordar/explicar.

 

 

 

As Principais Fontes de Energia Renováveis:

Biodiesel
Proveniente da biomassa (aproveitamento dos vegetais, entre eles a soja, o girassol, mamona, algodão, amendoim, etc.), o "diesel natural", como também é chamado, é considerado um combustível de queima limpa e pode ser usado para alimentar motores ou com a finalidade de geração de energia eléctrica (bioelectricidade).

Magnetismo
O fenómeno da indução magnética foi primeiro estudado pelo americano Joseph Henry, em 1830 e pelo inglês Michael Faraday, em 1831.
Actualmente com a evolução (simples) já existem motores que funcionam só com campos magnéticos.

Energia Solar
Praticamente inesgotável, a energia solar pode ser usada para a produção de electricidade através de painéis solares e células foto voltaicas. No Brasil, a quantidade de sol abundante durante quase todo o ano estimula o uso deste recurso.
Existem duas formas de utilizar a energia solar: activa e passiva. O método activo se baseia em transformar os raios solares em outras formas de energia (térmica ou eléctrica) enquanto o passivo é utilizado para o aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e estratégias construtivas. Esta aplicação é mais comum na Europa, onde o frio demanda opções para a calefacção.
Os painéis foto voltaicos são uma das mais promissoras fontes de energia renovável. A principal vantagem é a quase total ausência de poluição. No entanto, a grande limitação dos dispositivos foto voltaicos é seu baixo rendimento. Outros inconvenientes são os custos de produção dos painéis, elevados devido à pouca disponibilidade de materiais semicondutores.

Energia Eólica
A energia eólica é a energia gerada pelo vento. Utilizada há anos sob a forma de moinhos de vento, pode ser canalizada pelas modernas turbinas eólicas ou pelo tradicional cata-vento. Os especialistas explicam que no Brasil há ventos favoráveis para a ampliação dos instrumentos eólicos.
A energia cinética, resultante do deslocamento das massas de ar, pode ser transformada em energia mecânica ou eléctrica. Para a produção de energia eléctrica em grande escala, só são interessantes regiões que tenham ventos com velocidade média de 6 m/seg ou superior.  
Uma outra restrição presente no aproveitamento da energia eólica é a questão do espaço físico, uma vez que tanto as turbinas quanto os cata-ventos são instalações mecânicas grandes e ocupam áreas extensas. Todavia, seu impacto ambiental é mínimo, tanto em termos de ruído quanto no ecossistema.

Energia Hídrica
A energia hídrica é aquela que utiliza a força cinética das águas de um rio e a converte em energia eléctrica, com a rotação de uma turbina hidráulica.
À excepção das grandes indústrias hidroeléctricas, que atendem ao vasto mercado, há também a aplicação da energia hídrica no campo através de pequenas centrais hidroeléctricas (PCHI), baseadas em rios de pequeno porte. A região Centro-sul do país é especialmente propícia ao uso desse tipo de recurso.
As pequenas centrais são capazes de suprir uma propriedade e alimentar seus geradores. Na Europa, muitos sítios e chácaras utilizam-se dessas instalações como fonte alternativa.

Energia Geotérmica
A energia geotérmica existe desde que o nosso planeta foi criado. Geo significa terra e térmica significa calor, por isso, geotérmica é a energia calorífica que vem da terra.

Energia das Ondas
A energia das ondas é definida pela energia total contida em cada onda e é a soma da energia potencial do fluído deslocado a partir do nível médio da água entre a cava e a crista da onda incluindo a energia cinética das partículas da água em movimento. Esta energia resulta da força do vento exercida na superfície dos Oceanos.
A energia cinética do movimento ondular pode ser usada para pôr uma turbina a funcionar...

Biomassa
Há três classes de biomassa: a biomassa sólida, líquida e gasosa.
A biomassa sólida tem como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), os resíduos das florestas e a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.
A biomassa líquida existe em uma série de biocombustíveis líquidos com potencial de utilização, todos com origem nas chamadas "culturas energéticas". São exemplos o biodiesel, obtido a partir de óleos de colza ou girassol; o etanol, produzido com a fermentação de hidratos de carbono (açúcar, amido, celulose); e o metanol, gerado pela síntese do gás natural.
Já a biomassa gasosa é encontrada nos efluentes agropecuários provenientes da agroindústria e do meio urbano. É achada também nos aterros de RSU (resíduos sólidos urbanos). Estes resíduos são resultado da degradação biológica anaeróbia da matéria orgânica, e são constituídos por uma mistura de metano e gás carbónico. Esses materiais são submetidos à combustão para a geração de energia.

Biogás
Biogás é produzido pela ação de bactérias em matérias orgânicas, que são fermentadas dentro de determinados limites de temperatura, teor de umidade e acidez. É uma fonte de energia renovável .

Outras Fontes Alternativas
Há outras fontes renováveis de energia que, ainda carecem de investimento e pesquisa. O hidrogénio, por exemplo, é abundante na natureza, e pode ser usado para produzir electricidade através de pilhas de combustível. A energia geotérmica também é uma opção, assim como a força dos oceanos (traduzida em energia das marés, energia associada ao diferencial térmico, correntes marítimas e energia das ondas). 

 

Na sequência de que escrevi antes, aqui ficam alguns textos/artigos que deixam bem claro que o mundo está a abrir os olhos e a começar a fazer algo. Pena seja ser tarde demais…mesmo assim antes tarde que nunca.

 

Ilha das Flores viveu uma dúzia de dias à conta de renováveis

Foram 12 dias a viver no verde. Nos Açores, as Flores provaram que é possível colocar a ilha a funcional apenas com energias renováveis, no que constitui para já a primeira experiência do género em Portugal.
"Esta situação provou que é possível, numa conjugação das energias eólica e hídrica, utilizando tecnologia única no país, alimentar com energias renováveis uma ilha como as Flores", congratulou-se o secretário regional do Ambiente, Álamo Menezes, quando anunciou a experiência levada a cabo durante o passado mês de Outubro.
Em números, foram 142 quilómetros quadrados e mais de quatro mil habitantes que foram alimentados pela energia limpa que, de acordo com o governante, anuncia um caminho "para uma quase autonomia energética".
Durante os 12 dias da experiência, a ilha recorreu a volantes de inércia - que permitem praticamente anular variações de tensão nos aerogeradores.
No anúncio da experiência, era um secretário regional do Ambiente satisfeito aquele que anunciava que a Ilha das Flores "é um exemplo de penetração das energias renováveis a nível nacional e mesmo internacional".
Um elemento fundamental para dar seguimento à experiência é a central termoeléctrica em construção na Pedreira do Porto, que integra cinco grupos geradores - com potência total de 3,6 megawatts -, num custo estimado de 12,5 milhões de euros.
Esta unidade vai permitir o reaproveitamento da actual central de Além Fazenda, ampliando a sua componente hídrica.
Na ilha está ainda previsto a construção de uma nova central hídrica na Ribeira Grande, projecto que assegurará o abastecimento nas Flores com uma taxa de 87 por cento de energias renováveis.
Fonte: RTP 11/11/2009

 

Câmara micaelense com carro eléctrico

A Câmara de Ponta Delgada recebeu ontem o primeiro carro eléctrico que vai integrar a sua frota, tornando-se a primeira autarquia dos Açores a utilizar este tipo de veículos, que não emite dióxido de carbono (CO2).
“A Câmara de Ponta Delgada tem estado sempre à frente na área da protecção do ambiente”, frisou Berta Cabral, presidente do município, recordando ser este o único concelho dos Açores com uma Agenda Local 21, além de ter sido o primeiro a subscrever a Rede de Cidades Saudáveis.
Segundo a autarca, os veículos eléctricos destinam-se preferencialmente à futura Polícia Municipal, mas também deverão ser utilizados em funções como a distribuição de correio e a ligação entre os vários edifícios municipais.
“Não temos ainda uma estimativa de quantos veículos eléctricos vão integrar a frota municipal”, admitiu, frisando, no entanto, que o primeiro “vai ficar já a funcionar”. O veículo, conduzido por Berta Cabral durante umas dezenas de metros na Praça do Município, tem dois lugares, não produz qualquer ruído e é capaz de atingir uma velocidade máxima de 80 quilómetros por hora, dispondo de uma autonomia de 80 quilómetros.
Fonte: Diário Insular 23/09/2009

 

Curso de energias renováveis, na terceira, é um dos mais atractivos

É a maior taxa de preenchimento de vagas postas a concurso nos últimos anos. Foram colocados 564 alunos, dos ensinos universitário e politécnico, na Universidade dos Açores, contra 479 em 2007.
Isto é, a UA atingiu, neste ano lectivo, uma taxa de preenchimento de 86 por cento das vagas, uma subida de 11 por cento face ao ano anterior.
De acordo com nota enviada pela instituição de ensino superior açoriana, em 2003 foram colocados 295 alunos, uma taxa de preenchimento de vagas de 55 por cento, seguindo-se a colocação de 370 estudantes em 2004 (63 por cento), de 419 em 2005 (69 por cento) e de 466 em 2006 (75 por cento).
Do ponto de vista da UA, “este resultado confirma uma tendência de consolidação e de acréscimo da procura que se regista desde 2003, no âmbito da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior”.
Este ano 18 cursos, dois terços das licenciaturas disponibilizadas pela universidade, esgotaram as vagas disponíveis. Em causa estão os cursos de Biologia, Medicina, Ciências Farmacêuticas, Engenharia e Gestão do Ambiente, Veterinária, Ciências da Nutrição, Energias Renováveis, Educação Básica, Psicologia, Economia, Gestão, Serviço Social, Sociologia, Relações Públicas e Comunicação, Comunicação Social e Cultura, Enfermagem, Informática - Redes e Multimédia e Turismo.
“De relevar é o êxito alcançado pelo novo curso de Energias Renováveis, um dos que preencheu todas as vagas colocadas a concurso, e que vem fortalecer a Universidade dos Açores da Ilha Terceira, garantindo a vitalidade ao projecto tripolar, quando prossegue a bom ritmo a construção do novo campus do Pico da Urze”, prossegue a UA.
A universidade promove, hoje, pelas 14h, em Ponta Delgada, uma sessão de acolhimento aos novos alunos.
Fonte: Diário Insular 17/09/2008

 

Só etanol brasileiro é competitivo, diz texto-base da FAO

Um documento preparado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) para embasar as discussões entre chefes de Estado sobre crise dos alimentos, afirma que só o etanol brasileiro tem se mostrado competitivo quando comparado a outras fontes de energia.
"O aumento do preço do petróleo e do gás tem tornado a bioenergia mais competitiva para todas as aplicações - energia, calor e transporte", afirma o documento. "No entanto, de todos os biocombustíveis líquidos, só o etanol brasileiro à base de cana-de-açúcar tem sido consistentemente competitivo nos últimos anos, sem necessidade de subsídios contínuos."
O documento da FAO observa que subsídios e isenções fiscais são os principais mecanismos adotados pela maioria dos países que tentam incentivar a produção local de biocombustíveis.
"Esses instrumentos introduziram distorções de mercado que favoreceram a produção doméstica e, freqüentemente, tecnologias ineficientes", aponta o texto.

Crise dos alimentos
O documento Bioenergia, segurança alimentar e sustentabilidade: em busca de um acordo internacional foi elaborado para as discussões entre chefes de Estado na conferência da FAO que começa nesta terça-feira em Roma. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer uma defesa ao programa brasileiro de etanol no encontro.
A conferência da FAO foi inicialmente planejada no ano passado para discutir o impacto das mudanças climáticas na produção de alimentos. No entanto, a crise provocada pelo forte aumento no preço dos alimentos nos meses recentes mudou a agenda do encontro.
Os biocombustíveis - apontados por muitos como um dos fatores que está provocando a crise - estarão no centro dos debates em Roma. O texto-base da FAO afirma que "os biocombustíveis são um fator significativo nos recentes aumentos do preço de commodities".
"Os preços do milho e de sementes duplicaram no último ano, enquanto o aumento da demanda e a competição por terras exerceram pressões para cima nos mercados por culturas de substituição", diz o texto.
"Na medida em que os mercados de commodities se tornam mais integrados e mudanças nos preços nos mercados internacionais afetam os mercados domésticos, a produção de biocombustíveis em um país terá efeitos importantes na segurança alimentar de outros países."

Três posições
O documento da agência da ONU considera que os especialistas estão divididos entre três posições diferentes sobre como administrar internacionalmente a produção de biocombustíveis.
"O desenvolvimento da bioenergia, em particular a expansão dos biocombustíveis líquidos, atingiu um ponto crítico. Governos, organizações internacionais, o setor privado, a sociedade civil e a academia parecem estar divididos em muitos itens", diz o documento.
"Os diferentes pontos de vista sobre como seguir adiante podem ser resumidos em três opções: (continuar) os negócios como sempre, (aplicar) uma moratória ou construir um consenso intergovernamental."
O texto termina afirmando que governos e o setor privado pediram à FAO para que a entidade "ajude a estabelecer um consenso de bioenergia, especialmente sobre biocombustíveis líquidos".

Consenso difícil
Para o representante da FAO para América Latina e Caribe, o brasileiro José Graziano da Silva, apesar de o texto-base da entidade sinalizar caminhos diferentes a serem adotados sobre a questão dos biocombustíveis, dificilmente a declaração final, aprovada ao fim do encontro, conterá uma postura muito definitiva sobre o tema.
"Esse é um dos temas mais controversos (da conferência) e eu não arriscaria de momento nenhum prognóstico", disse Graziano por telefone à BBC Brasil.
"Essas conferências emitem comunicados de consenso. E comunicados de consenso em geral não descem no nível de detalhes e, sobretudo evitam julgar ações que prejudiquem um ou outro país em particular."
Segundo ele, a declaração final deve mostrar que "é preciso atuar em conjunto" e que "a crise não se resolve com medidas individuais".
Fonte: O Globo 03/06/2008

 

Há 650 mil anos que não há tanto CO2 na atmosfera

Os níveis de concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingiram o valor mais elevado dos últimos 650 mil anos. Cientistas alertam que as alterações climáticas podem estar a entrar fora de controlo.
A Terra pode estar a perder a capacidade natural de absorver CO2, principal responsável pelo aquecimento global.
Os dados agora conhecidos foram revelados pelos cientistas do Observatório de Mauna Loa, no Hawai, que mede os níveis de dióxido de carbono na atmosfera desde 1958.
Os últimos números dizem que os níveis atingiram um recorde e estão 40 por cento acima dos valores durante a Revolução Industrial.
Os valores de CO2 na atmosfera são agora de 387 partes por milhão (ppm), o que, afirmam os cientistas, confirmam que o dióxido de carbono está acumular na atmosfera mais depressa do que se pensava.
Fonte: RTP 14/05/2008

 

Biocombustíveis:
Produzir a partir de microalgas é a solução ideal contra a crise alimentar mundial

Lisboa, 12 Mai (Lusa) - A produção de biocombustíveis a partir de óleo de microalgas apresenta-se como a solução ideal numa altura em que continua a ser urgente encontrar alternativas ao petróleo, mas o mundo responsabiliza os biocombustíveis pela crise alimentar.
"A alga será seguramente uma das soluções ideais, senão a única. Faz duas coisas importantes: sequestra o co2, necessário para crescer, e no final produz ainda o óleo para biodiesel. De outra forma é díficil conjugar estas duas coisas", explicou à Lusa Nuno Coelho, director-geral da Algafuel, a primeira empresa portuguesa a produzir óleo de microalgas para biocombustível com fins industriais.
Mas que vantagens têm as algas que as possam tornar numa melhor opção do que o milho ou o girassol?
Uma delas é que não compete com as culturas alimentares, apontou a responsável pela investigação com microalgas no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), Fernanda Rosa,
"Quando estamos a produzir microalgas não estamos a produzir nada que seja necessário para a alimentação e essa produção pode ser feita em qualquer tipo de terreno, inclusivamente em zonas áridas".
Acrescentou que se tratam de microrganismos que se reproduzem "de uma forma exponencial" e cuja duplicação se faz num dia ou dia e meio, explicando ainda que se desenvolvem em qualquer tipo de água - salgada, salobra, residual - e necessitam de pouco mais do que luz solar e dióxido de carbono (CO2).
No INETI, a investigação e o trabalho de extracção de óleo de microalgas para a produção de biocombustível já se faz há quase trinta anos, o que dá a Portugal o 'know-how' consolidado no crescimento de microalgas e que poderá ser agora utilizado nesta nova oportunidade dada aos biocombustíveis.
"Temos aqui uma colecção enorme de microalgas que estão liofilizadas ou estão mantidas em meio, mas dormentes. Quando queremos começar o crescimento dessas microalgas vamos-lhes fornecer meio ou nutrientes, meio novo que as faz replicar-se e crescer", explicou Fernanda Rosa.
"Depois passam para pequenos reactores verticais onde há borbulhamento de ar ou CO2, replicando-se assim com maior intensidade, sendo que o crescimento é feito depois em mangas plásticas, muito económicas, ainda dentro do laboratório(...) quando estão em crescimento forte e em bom estado passam então para fotobioreactores ou lagoas", explicou.
Sendo um instituto de investigação, a industrialização é uma vertente que foge ao âmbito do INETI, mas já há em Portugal quem se dedique ao cultivo de microalgas não só para a produção de biocombustível, mas para os mais diversos fins.
No Algarve, encontra-se o quartel-general da Necton, uma empresa que desenvolve o seu ramo de actividade no sector da biotecnologia marinha e que se especializou na produção de microalgas.
Foi formada em 1997 e a partir de Janeiro deste ano deu origem à Algafuel que se dedica especificamente à industrialização de biomassa de microalgas para a produção de biocombustível.
O processo laboratorial de produção de microalgas é em todo igual ao do INETI, mas aqui pensa-se a uma outra escala e com outros objectivos.
"A produção é diária, é um pouco a pedido, e não tem os riscos de vir uma geada e morrer tudo porque é simples. Vazam-se os sistemas de produção, limpam-se e começa-se outra vez. Um processo que demora três a quatro dias porque não é preciso lavrar a terra novamente. Não se perde um ano, perdem-se dois ou três dias", explicou o administrador da Necton, João Navalho.
Outra vantagem das microalgas que, contrariamente a todas as outras culturas, podem ser produzidas ininterruptamente em qualquer altura do ano e podem, por isso, ser recolhidas todos os dias.
Segundo João Navalho, a empresa tem uma unidade de produção que pode atingir as duas toneladas por ano, no entanto esse valor pode variar exponencialmente em detrimento do tipo de alga ou das condições em que ela é produzida.
Apesar das inúmeras vantagens, o processo de obtenção de óleo através de microalgas apresenta uma desvantagem que, no final, torna o óleo duas vezes mais caro do que o óleo obtido através de qualquer outra oleaginosa.
"As microalgas estão a crescer num meio aquoso, que não pode ter uma densidade de microalgas muito alta porque senão a radiação não as atinge de forma homogénea em todo o fotobioreactor. Ai temos uma necessidade de ter alguma diluição no meio, logo há que concentrar e a concentração [que é feita com uma centrifugadora] é um processo que não é barato", explica Fernanda Rosa.
O director-geral da Algafuel sublinhou que se pode fazer 100 por cento biodiesel de óleo a partir de microalgas, mas que o preço ainda é bastante elevado por falta de produção ao mesmo nível da procura.
"Porque toda a produção mundial nunca foi pensada para este fim, mas sim para fins alimentar, aquacultura, cosmética, que têm condicionantes de preço completamente diferentes das dos biocombustíveis", defendeu Nuno Coelho.
Então, para quando carros movidos a algas?
"Tanto quanto eu posso antever nas próximas dezenas de anos, talvez nem tanto, vamos ter carros movidos a biodiesel que pode ser obtido a partir de microalgas. Isso sem dúvida nenhuma", garantiu Nuno Coelho, considerando, porém, que vai ser preciso um investimento massivo em tecnologia e um grande 'know-how' na produção de microalgas.
SV.
Fonte: Lusa/Fim 12/05/2008

 

Desportivo de 700 cavalos... eléctrico

A Lightning Car Company desvendou, no Salão de Londres, o seu novo desportivo eléctrico, o LCC Lightning GT. Com um design inspirado no desconhecido Ronart Lightning, este desportivo Britânico, construído em fibra de carbono, recorre a um inédito sistema eléctrico, alimentado por um sistema de baterias «Altairnano NanoSafe», desenvolvidas pela NanoSafe technology, composto por quatro motores, um em cada roda, que no total desenvolvem mais de 700 cavalos de potencia.

 

Com este inédito sistema, apresentado pela primeira vez no Volvo C30 Recharge concept os responsáveis do projecto eliminaram a necessidade de uma caixa de velocidades, conseguindo também a tracção total permanente, com todo o binário disponível em cada roda e de forma instantânea.
E se tudo isto surpreende, as baterias deste automóvel, que têm um prazo de duração de 12 anos e mais de 15 mil carregamentos, podem ser carregadas em apenas 10 minutos, permitindo ao GT percorrer cerca de 300 quilómetros exclusivamente movido a electricidade. Quanto a performances, acelera dos 0 aos 100 km/h em quatro segundos.
Apesar de tudo isto, o GT não prescinde de equipamentos de conforto como sistema de navegação, ar condicionado, bancos em pele, faróis em LED, controlo da pressão dos pneus, etc. De acordo com o construtor, as encomendas para o GT eléctrico arrancam no próximo ano, por um preço em torno dos 150 mil euros, sem impostos.
Fonte: Autoportal 25/07/2008

 

Primeiro voo tripulado mantido a hidrogénio 

Pela primeira vez, um voo tripulado foi mantido a hidrogénio, anunciou ontem a Boeing, empresa que esteve por trás deste projecto, concretizado a 8 de Março em Ocaña, na província espanhola de Toledo.
A avioneta descolou do aeródromo de Ocaña e manteve-se no ar durante 20 minutos, a uma velocidade de 100 quilómetros por hora. O aparelho utilizado tinha 16,3 metros de envergadura e era um antigo Dimona, da companhia Diamond Aircraft Industries da Áustria.
A equipa de engenheiros do departamento de investigação da Boeing substituiu o motor de energia convencional por um motor eléctrico alimentado por uma bateria de lítio e pela electricidade gerada por uma bateria a hidrogénio.
Através de uma técnica chamada de hidrólise inversa consegue-se retirar energia a partir do hidrogénio. Da reacção electroquímica, liberta-se calor, reaproveitado para alimentar o motor, e água em forma de vapor. O sistema não é poluente, já que não existe produção de dióxido de carbono.
“A Boeing está a trabalhar de forma activa para desenvolver novas tecnologias para produtos aeroespaciais que respeitem o ambiente”, disse Francisco Escartí, director geral da Boeing Research & Technology Europe (BR&TE), num comunicado da Boeing. José Enrique Román, director dos Programas e Engenharias da BR&TE, sublinhou que este avanço “serve como experiência para desenvolver novos sistemas para plataformas aeronáuticas e aeroespaciais”.
O projecto foi dirigido pela empresa espanhola Nieves Lapeña e o desenvolvimento do protótipo teve as ajudas de empresas da Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Reino Unido, França e Espanha.

Voo silencioso
Entre Fevereiro e Março o piloto Cecilio Barberán realizou quatro voos para testar o avião. Barberán conseguiu levar o avião a 1000 metros de altitude. Numa das vezes manteve o voo em altitude durante 20 minutos, exclusivamente a hidrogénio.
Para descolar da pista, o motor de 40 quilowatt de potência necessitou da energia das duas baterias. Mas quando atingiu a velocidade de cruzeiro, o piloto pôde desligar a bateria de lítio, mantendo-se no ar só com a energia do hidrogénio.
“É muito agradável”, declarou Cecilio Barberán ao jornal espanhol "El Mundo". “Não tive medo. Era um projecto com todas as garantias de segurança e agora sinto-me orgulhoso pelo êxito obtido”. Segundo o piloto, a ausência de ruído e a potência uniforme do sistema eléctrico são vantagens desta tecnologia.
No comunicado da Boeing, a empresa explica que para já não será possível utilizar esta tecnologia para aviões comerciais, mas vai continuar a apostar na pesquisa desta e doutras tecnologias para descobrir e rentabilizar sistemas que sejam mais amigos do ambiente.

Fonte: O Público: 04/04/2008

 

A mais rápida volta ao Mundo sem "magoar" o mar

Recorde da volta ao mundo batido com biodiesel português

Aventura. Barco a motor 'Earthrace' fez a circum-navegação em apenas 60 dias À chegada, houve um pedido de casamento e o anúncio de uma gravidez Dois triunfos num só. O barco futurista Earthrace bateu ontem o recorde mundial da volta ao mundo em embarcações a motor, um percurso de 25 mil milhas que cumpriu em sessenta dias, retirando precisamente duas semanas ao anterior máximo - 75 dias - estabelecido há dois anos pelo iate inglês Cable Wireless . E, num dia em que o barril de petróleo bateu também ele novos recordes, atingiu esse feito usando, a 100%, uma energia alternativa, o biodiesel, de uma empresa portuguesa, a SGC energia, da holding do empresário João Pereira Coutinho.
Com quatro tripulantes a bordo (um deles um engenheiro de ascendência portuguesa) e dois convidados rotativos, comandado pelo skipper neozelandês Pete Benthune, o Earthrace atravessou quatro oceanos, dois canais (Panamá e Suez), e os cinco continentes, promovendo a difusão do novo carburante como forma mais veloz de navegação e amiga do ambiente. Em terra ,a equipa de apoio era de apenas quatro elementos, com outros tantos na base em Londres. Ontem, exactamente 60 dias depois da partida (às 14.30, de Valência), juntaram-se todos de novo no Porto de Valência com a respectivas famílias, para fazer a festa com champanhe e charutos. Pelo recorde e pelas boas notícias: depois de dois meses no mar houve mesmo um pedido de casamento e a alegria de estar um bebé a caminho.
"O ponto de viragem foi Singapura, depois de termos perdido o motor e termos de fazer um desvio até à Malásia para o arranjar", contava Pete à chegada ao seu principal patrocinador, João Pereira Coutinho, um velejador de renome, que pela primeira vez viu ao vivo o "brinquedo" que patrocina.
Apesar de ser impossível suportar o cheiro do interior e atravessar a desarrumação ("somos homens e foram dois meses", contou Pete), Pereira Coutinho terá tempo nos próximos dois anos, o tempo que o barco estará em Portugal (Portimão, primeiro, Lisboa, depois), onde testará novos biocombustíveis da SGC (o actual é feito à base de girassol português, soja brasileira e purgueira moçambicana), apostando noutras matérias como as algas e... o lixo.
"Tivemos imensos problemas, o maior foi no mar da Índia, por causa das monções, aí o pessoal já nem puxava o autoclismo nem lavava a louça naquele centímetro de água do lava-louças para não entornar, pensei que iam desistir", contava o skipper , que logo acrescentou mais um pormenor para agradar ao patrocinador: "Também tivemos problemas ao largo da América do Sul, onde a empresa portuguesa não conseguia entregar o biodiesel. Experimentámos outro e o barco parou, só queremos o português."
O patrocínio foi conseguido na escala técnica que o barco fez em Novembro do ano passado em Portugal e trouxe resultados à SCG e aos aventureiros. "Se fosse o Richard Branson, ninguém se calaria", lamentava João Pereira Coutinho quanto ao impacto internacional do novo recorde.
A jornalista viajou a convite da SCG.
Fonte: DN 28/06/2008

 

Veja o video

 

É um barco que parece outra coisa, um golfinho com asas ou um ET que gosta de água. Construído em 2004 na Nova Zelândia, o " Earthrace" nasceu com o objectivo de ser muito amigo do ambiente (é movido a biodiesel) e fazer uma viagem de circum-navegação batendo quaisquer recordes, já registados ou não. Este objecto flutuante, que tem uma tripulação de apenas quatro pessoas (e seis camas) está até amanhã visitável em Lisboa (Doca de Alcântara).
Peter Bethune é o capitão e diz que chegou a altura de pôr um travão à dependência do petróleo. Os combustíveis produzidos a partir de recursos sustentáveis são, mais do que uma possibilidade, uma mecessidade ambiental, sustenta. E talvez porque as causas crescem mal sem provas mediáticas, em Março do próximo ano o "Earthrace" (traduzível por "Corrida da Terra") vai tentar mais uma vez provar que sem fazer excessivos estragos ambientais é possível ser "o melhor". Nem que se trate apenas de uma aposta experimental e socialmente comprometida. A grande aposta vai começar em Valência (Espanha), mas até lá, e já antes, o "Earthrace" correu ou vai correr muitas capelinhas para promover a sua aposta ambientalmente "altruísta". Depois de amanhã, e até domingo, estará em Vilamoura, no Algarve, à espera de visitantes que a troco de uma "contribuição" (três euros os adultos, dois as crianças e seis grupos familiares) queiram visitar o seu miolo. Com 24 metros de comprimentoe, cheio de combustível, 23 toneladas de peso, o "Earthrace" tem como caracerística, para "vencer" o mar, furar ondas maior do que as convenientes para o seu discreto calado. Foi testado duas vezes, algures na Nova Zelândia, num mar pouco meigo com ondas de 12 metros de altura e ventos de 40 nós. Não soçobrou, nem ficou feito em bocados, mas quem ia lá dentro lá foi dizendo ter sido um "bombardeamento para os sentidos". O barco tem um design e uma estrutura nada comuns. Suplantar as difíceis condições do mar submergindo nas ondas maiores, e assim evitando perder tanta velocidade como um barco comum e poupando a estrutura a males maiores foram dois pontos de partida para a sua concepção. A ancoragem em vários portos de Espanha , França, Mónaco e Itália faz parte da promoção da aposta que terá Valência como ponto de partida em Março de 2008, e que é bater o recorde mundial oficial da Union Internationale Motonautique para a circum-navegação do globo numa embarcação a motor.

Fonte: Jornal de Notícias 13/11/2007

Biocombustível

Madri  - Bill Glover, diretor da empresa aeronáutica norte-americana Boeing, afirmou há alguns dias em Madri que dentro de cinco ou 10 anos o uso de biocombustível na aviação comercial será viável e que isso ajudará a reduzir em 50% as emissões de dióxido de carbono (CO²) no transporte aéreo. Glover acrescentou que este setor produz 1,5% das emissões de CO² da União Européia, segundo dados de 2006, enquanto o terrestre chega a 52,8%.
O executivo explicou que isso ocorrer porque um automóvel com dois ocupantes consome, em média, seis litros de combustível por quilômetro, enquanto um avião com 80% de sua lotação não chega a esse consumo.
Fonte: EcoAgência 10/11/2007

 

Central de biogás vai ser inaugurada em Rio Mau

A Pan-Eco Ambisousa Energias Renováveis inaugura no próximo dia 12 a Central de Valorização Energética de Biogás, no Aterro Sanitário de Penafiel, em Rio Mau.
A Pan-Eco Ambisousa Energias Renováveis surge na sequência do acordo estabelecido entre a Ambisousa e a Marcopolo Engineering, empresa italiana com créditos comprovados na valorização energética do biogás de aterro, detendo, actualmente, 28 estações. Contudo, é a primeira vez que a empresa italiana opera no nosso país. A exploração de biogás a partir dos resíduos depositados no aterro de Penafiel, explorado pela Ambisousa vai significar a produção de 4.7 milhões de kW.h, o que corresponde ao consumo médio anual de energia de 500 habitações. O aproveitamento do potencial energético contido no biogás, além de reduzir a emissão de gases com efeito estufa (GEE), promove a aplicação da Directiva Europeia sobre a produção de electricidade de origem renovável e permite antecipar as conformidades e as mais exigentes normas europeias. As estimativas apontam para que a exploração energética do biogás seja responsável pelo sequestro anual de 3360 toneladas de CO2, comparando com a produção da mesma quantidade de energia produzida por uma central a carvão. A Ambisousa é responsável pelo tratamento e gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) de toda a população do Vale do Sousa, 330 mil habitantes, é responsável pela gestão dos dois aterros do Vale do Sousa e trata da eliminação de 123 mil toneladas de RSU/ano. A Ambisousa assumiu o compromisso de contribuir para o protocolo de Quioto através da diminuição das emissões dos GEE, sendo para isso fundamental a concretização deste projecto.

Fonte: Primeiro de Janeiro 04/07/2007

Motor a magnetismo (Íman)
A revolução

Actualmente com a evolução (simples) já existem motores que funcionam só com campos magnéticos, Ímans.
Magnetismo é o ramo da Física que estuda os materiais magnéticos, ou seja, que estuda materiais capazes de atrair ou repelir outros.
O fenómeno da indução magnética foi primeiro estudado pelo americano Joseph Henry, em 1830 e pelo inglês Michael Faraday, em 1831.


Este veículo é movido com um motor magnético

 

Motor a ar
A revolução

Um carro movido a ar? E funciona? A estas perguntas, colocadas com um tom de incredulidade, o engenheiro francês Guy Nègre, sempre responde com rotundo “sim, funciona!” E para corroborar a sua afirmativa, ele entra no seu pequeno MDI “MiniCat” movido a ar comprimido e começa a circular.
Sem dúvida nenhuma, o carro a ar comprimido inventado pelo engenheiro francês Guy Nègre, será um dos maiores avanços técnico-científicos do Século 21. Guy Nègre, inventou um motor com a capacidade de movimentar um carro a uma velocidade de até 110/130 km/h, com um custo R$ 6,00 (seis Reais) a cada 250/300 km corridos, e, além do mais, tendo a vantagem de não somente não poluir a atmosfera como, também, a de purificar o ar...
Principais características
...Como o veículo de Nègre não tem combustão, não existe a poluição. O ar da atmosfera que é utilizado, previamente filtrado, se mistura com o ar comprimido no cilindro; isto significa que o processo purifica 90 m3 de ar atmosférico por dia. No primeiro protótipo finalizado, a autonomia revelou-se duas vezes superior à autonomia do carro elétrico mais sofisticado (entre 200 e 300 km, ou 10 horas de funcionamento). Este é um dado muito importante, porque 80% dos motoristas conduzem menos de 60 km ao dia.
A previsão de Guy Nègre é a de que, quando o mercado se expandir, os postos de abastecimento serão adaptados para vender o ar comprimido. O carro se carrega em apenas três minutos com um custo de, aproximadamente, R$ 6,00 (seis Reais) para percorrer entre 250 e 300 km.
Como alternativa, o carro tem um pequeno compressor à bordo que permite ser recarregado ao ser conectado à rede elétrica, num tempo que varia entre 3 e 4 horas. Devido a ausência de combustão e de resíduos, a troca de óleo (1 litro de óleo vegetal) ocorre a cada 50.000 km...

Fonte: ECO 21 04/06/2007

 

Maior central do mundo inaugura hoje

A estrutura vai produzir energia solar para a rede nacional nos próximos 15 anos

É inaugurada hoje em Serpa a maior central solar do mundo. A estrutura envolveu um investimento de 61 milhões de euros e vai produzir energia “limpa” para a rede eléctrica nacional nos próximos 15 anos.
A maior central solar do mundo é inaugurada hoje no concelho alentejano de Serpa, num investimento de 61 milhões de euros que irá permitir produzir energia “limpa” para a rede eléctrica nacional nos próximos 15 anos.
A cerimónia de inauguração da Central Solar Fotovoltaica de Serpa (Beja), no local da unidade, situada perto da freguesia de Brinches, deverá contar com a presença do ministro da Economia, Manuel Pinho, e de administradores das empresas envolvidas no projecto.
Piero dal Maso, da Catavento, empresa portuguesa de energias renováveis que desenvolveu e gere o projecto, disse ontem à agência Lusa que a central só entra em pleno funcionamento a partir de quarta-feira, apesar de já estar a funcionar de forma experimental desde Janeiro. “Desde 21 de Janeiro que estamos a produzir energia para a rede eléctrica nacional, mas de forma experimental para testar e optimizar o desempenho dos equipamentos”, precisou, explicando que a electricidade está a ser injectada na linha de média tensão que abastece os concelhos de Beja, Moura e Serpa. “A inauguração da central representa o culminar de anos de esforços administrativos e regulamentares na nossa estratégia de implementar um grande projecto solar em Portugal” referiu Piero Dal Maso, esperando que a central “demonstre que a energia solar fotovoltaica é uma promissora fonte de energia alternativa, que deveria estar livre de bloqueios”.
52 mil painéis
Localizada numa área de 60 hectares, dos quais 32 estão cobertos por 52 mil painéis fotovoltaicos, a Central Solar Fotovoltaica de Serpa é a maior do mundo, dispondo de uma capacidade instalada de 11 megawatts, quase o dobro do que a actual maior central situada na Alemanha. Sem custos de fuel ou emissões, a central vai produzir 20 gigawats/hora de energia por ano que, segundo Piero dal Maso, será suficiente para alimentar oito mil habitações e poupar mais de 30 mil toneladas em emissões de gases de efeito de estufa em comparação com uma produção equivalente a partir de combustíveis fósseis.
Com base numa tarifa de 0,31 euros por kilowatt/hora, Piero dal Maso acrescentou que a central irá vender energia à rede eléctrica nacional nos próximos 15 anos, contribuindo, desta forma, para “reforçar o compromisso de Portugal em apostar em energias renováveis limpas e fiáveis, como a solar”.
Com um investimento total de 61 milhões de euros, a central envolveu cerca de 200 trabalhadores durante a construção, que decorreu entre Junho e o final de 2006, e vai criar cinco postos de trabalho permanentes.

Maior do mundo
Primeira em Portugal
Além da Catavento, a central envolve também a General Electrics (GE), financiadora do projecto e proprietária da central, e a Powerlight, empresa fornecedora mundial de sistemas de energia solar que vai operar e manter a central.
A central solar de Serpa, a primeira grande instalação do género a entrar em produção em Portugal, será a maior do mundo até à efectiva entrada em funcionamento da central fotovoltaica projectada para o concelho vizinho de Moura.
Fonte: Primeiro de Janeiro 28/03/2007

 

Ford apresenta primeiro veículo híbrido com pilhas de combustíveis

A empresa Ford apresentou terça-feira o primeiro veículo híbrido com pilhas de combustível recarregáveis em tomadas eléctricas, designado por Ford Edge HySeries, quando da visita do presidente norte-americano, George W. Bush, noticiou a agência EFE.
O veículo combina um gerador de pilha de combustível de hidrogénio com bateria de lítio-ião que oferece um consumo de 5,74 litros de combustível por cada cem quilómetros, sem emissões.
De acordo com a empresa, o Edge híbrido é impulsionado pelo conjunto de baterias de lítio-ião que proporcionam 336 voltes.
O veículo percorre os primeiros quarenta quilómetros diários devido à electricidade armazenada nas suas baterias.
Uma vez percorrida esta distância, ou quando se gastaram 40% das baterias, a pilha de combustível de hidrogénio recarrega-as, permitindo que percorra mais 321 quilómetros.
Outra forma de recarregar as baterias é através da sua ligação a uma tomada de electricidade.
A Ford assinalou que os condutores que percorram pequenas distâncias todos os dias não têm praticamente necessidade de recarregar as baterias, a não ser aqueles que viajem menos de oitenta quilómetros por dia, tenham um consumo equivalente a 2,94 litros por cada cem quilómetros.
Este veículo tem um depósito capaz de armazenar 4,5 quilogramas de hidrogénio e a sua velocidade máxima é de 136 quilómetros por hora.
A empresa destacou que o projecto motriz HySeries Drive utilizado corresponde à versão real do projecto apresentado em Janeiro, no Salão Internacional do Automóvel norte-americano, em Detroit, com o protótipo Ford Airstream.
O fabricante afirmou que há "importantes obstáculos técnicos" que impedem que seja uma realidade, como o elevado custo dos sistemas de pilha de combustível, a falta de infra-estruturas para abastecer de hidrogénio e, principalmente, o preço das baterias de lítio-ião.
A Ford não revelou quando é que este automóvel vai estar disponível para comercialização.

Fonte: Diario dos Açores 22/03/2007

 

Energia alternativa em grande escala

"Schumacher quase 35 anos atrás. Na maioria das áreas da economia, ele argumentou, a produção se tornou grande e centralizada demais.
Mas ele pode ter errado sobre o assunto que ele conhecia melhor: energia. Quando se trata de caminhos alternativos de geração de energia, ser grande pode ser melhor.
Vento, sol e outras tecnologias de energia renováveis que eram consideradas mais apropriadas para casas ou pequenas comunidades estão alcançado níveis de escala e centralização que antes eram território de usinas de carvão e gás ou reatores nucleares. Em outras palavras, a produção verde está ficando gigante.
As companhias que estão construindo ou sonhando com grandes projetos dizem que há economias de escala.
No deserto ao norte de Tucson, a Arizona Public Service está usando um conjunto de espelhos para concentrar a luz do Sol e aquecer óleo mineral; o calor vaporiza hidrocarboneto, que move um gerador para produzir eletricidade.
Mas esse não é o fim da operação. Há seis fileiras de espelhos, cada um com 400 metros, somando aproximadamente 100 mil metros quadrados.
O projeto produz um megawatt de energia - suficiente para abastecer um hospital ou um grande shopping center - mas a companhia que o instalou, a Acciona Solar Power, espera abrir uma usina de 350 acres em Boulder, Nevada, e produzir, em breve, 64 megawatts com uma tecnologia parecida. E a Arizona Public Service é apenas uma entre meia dúzia de empresas que consideram um projeto conjunto para construir uma usina de 250 megawatts baseada na mesma tecnologia.
Esses projetos vão contra algumas idéias de como as energias alternativas devem se desenvolver. Jeremy Rifkin, o autor e futurista que acredita que milhões de pessoas vão gerar, em breve, seu próprio hidrogênio de fontes renováveis, diz que os grandes projetos centralizados deverão apresentar grandes perdas nas transmissões de energia. "Se você coloca a usina no deserto e traz a energia, você perde entre 7% e 9% no caminho", disse ele. "
Fonte: Economia 21/03/2007

 

Mais acordos bilaterais para energia renovável e etanol

"Uma nova leva de acordos bilaterais para cooperação nos segmentos de energia alternativa, etanol e tecnologia da informação (TI) estão sendo fechados no Brasil, e pode chegar a um aporte total de R$ 1,2 bilhão.
No caso do grupo australiano Pacific Hydro, o investimento será US$ 150 milhões no País para produção de energia eólica na cidade de Natal, Rio Grando do Norte. Batizado de Projeto Millennium, este é o primeiro projeto no País para energia por fontes renováveis. “Novos acordos deverão acontecer, o que elevaria o total de aportes para US$ 300 milhões em três anos”, diz Mark Argar, cônsul-geral da Austrália no Brasil. O projeto vem ao encontro do compromisso que o Brasil assumiu junto ao Protocolo de Kyoto de ter 10% de toda a sua energia gerada até 2022 proveniente de fontes renováveis. A transação entre os dois países só foi possível graças a uma pesquisa contínua que o Consulado Geral da Austrália em São Paulo vem realizando no Brasil com intuito de identificar áreas de prospecção para negócios como esse em Natal, perfeitamente adequada para o uso da energia eólica. “A política de governo do Brasil é favorável para o projeto. O Nordeste é a região ideal para isso”, conta.
Segundo o cônsul, a necessidade do Brasil investir em fontes alternativas para obtenção de energia levou adiante o projeto. “Também estuda-se a possibilidade de realizar projetos para a construção de hidroelétricas no Brasil, mas ainda em fase de análise de projetos”, adianta.
A obra do Projeto Millennium foi iniciada em fevereiro e deve ser concluída até o final deste ano com produção estimada em atender 40 mil casas..."
Fonte: DCI 21/03/2007

 

Cuba-Venezuela: Aposta no biocombustível sem afetar alimentos

Os governos de Cuba e da Venezuela pretendem avançar de maneira conjunta na corrida pelos biocombustíveis, apostando para a extração de álcool da cana-de-açúcar, por entenderem que tem um impacto desfavorável menor sobre a produção de alimentos. Fontes oficiais cubanas definiram o programa alcooleiro de colaboração que os dois países colocaram em marcha como parte dos “esforços conjuntos” para proteger o meio ambiente, reduzir o consumo de combustíveis fósseis e fomentar fontes alternativas de energia sob o princípio de não usar cereais na fabricação de combustível.
Atualmente a Venezuela importa etanol brasileiro para suas misturas de gasolina distribuída na parte oriental do país, em substituição ao metil terbutil éter (MTBE), um produto contaminante usado para oxigenar o combustível. “Os venezuelanos prevêem, em uma primeira etapa, alcançar uma mistura de 8% de etanol”, informou o diretor do instituto Cubano de Pesquisas dos Derivados da Cana-de-Açúcar, Luis Gálvez, em um painel transmitido pela televisão sobre energias alternativas no qual especialistas alertaram que a corrida pelo álcool combustível ameaça a produção de alimentos.
Os planos da Venezuela prevêem semear cerca de 276 mil hectares de cana destinada à produção, uma vez extraído os açúcares, de, aproximadamente, 25 mil barris diários de álcool combustível. À sombra de uma ampla bateria de projetos de colaboração no valor de US$ 1,5 bilhão assinados em 28 de fevereiro, os dois governos oficializaram um acordo para a instalação na Venezuela de 11 usinas de etanol e o desenvolvimento da produção de cana com essa finalidade.
Na mesma oportunidade, o ministro cubano do Açúcar, Ulises Rosales del Toro, e o ministro venezuelano de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, assinaram os contratos para o fornecimento das quatro primeiras usinas, segundo uma ampla reportagem publicada pelo jornal Granma. “Cuba está desempenhando um papel importante não somente no fornecimento à Venezuela de algumas instalações açucareiras disponíveis no país, mas, também ao colaborar em aspectos de caráter tecnológico”, explicou Gálvez. O funcionário defendeu a produção de álcool a partir da cana-de-açúcar em lugar do milho, grão a partir do qual os Estados Unidos fabricam todo o etanol que consomem.
Os Estados Unidos são o segundo produtor mundial de álcool, depois do Brasil. Em sua opinião, a cana fornece resposta positiva para os três cenários que hoje preocupam a humanidade, que são os alimentos, a energia e o meio ambiente. “Neste momento não se pode produzir açúcar se não estiver ligado ao álcool e à energia, por razões econômicas e de mercado”, disse Gálvez, que deu como exemplo notável dessa “produção flexível” o caso do Brasil, líder mundial na produção de álcool combustível. Fontes especializadas ouvidas pela IPS calcularam que com uma tonelada processada de cana pode-se produzir entre 65 e 90 litros de álcool. Também destacaram que a obtenção de fontes naturais não tem impacto no efeito estufa.
Outros especialistas participantes do fórum na televisão estatal cubana insistiram no perigo que implica a febre dos biocombustíveis para os países do Sul, pois as nações industrializadas “falam em substituir uma fonte (de energia) por outra, sem mudar” os padrões de alto consumo que têm atualmente. “Estão considerando um esquema em que a maior parte destes combustíveis seja produzida em nações subdesenvolvidas da Ásia, América Latina ou África, de onde seriam exportados para o mundo industrializado”, alertou Ramón Pichs, pesquisador do Centro de Pesquisas da Economia Mundial.
Nessa estratégia, os países em desenvolvimento forneceriam grandes extensões de suas terras de cultivo e mão-de-obra barata, com impacto negativo na produção de alimentos e no meio ambiente, acrescentou o especialista. Segundo estimativas de Pichs, para com biocombustível durante duas semanas o tanque de cinco galões de um automóvel são necessários os grãos com os quais se pode alimentar 26 pessoas durante um ano. O interesse crescente pelos biocombustíveis tem sua origem nos altos preços do petróleo, na responsabilidade do combustível fóssil o aquecimento global e seu caráter de fonte de energia não renovável.
Cuba, que em 2002 submeteu sua indústria açucareira a uma reestruturação que implicou o fechamento de metade dos 156 engenhos que possuía e uma forte redução no cultivo da cana, também tem interesse em fabricar álcool combustível, embora basicamente para a exportação. Para isso o governo colocou em prática um cronograma de modernização de pelo menos 11 e suas 17 destilarias e pretende instalar outras sete, para dedicar-se fundamentalmente à produção de etanol desidratado, que é usado como combustível, pois foram eliminados os 4% de água que possui o álcool normal.
O programa requer um investimento estimado entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões e aumentara para cerca de 500 milhões de litros anuais a produção de etanol, estimada atualmente entre 100 milhões e 150 milhões de litros ao ano. Cuba e Venezuela mantêm estreita relação política e econômica e levam adiante uma estratégia de integração denominada Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), à qual no ano passado somou-se a Bolívia e recentemente a Nicarágua, depois da posse, em 10 de janeiro, do novo presidente nicaragüense, Daniel Ortega.
O acordo em matéria de energia vigente desde 2000 garante a entrega pela Venezuela de 93 mil a 100 mil barris diários de petróleo a Cuba, além de apoio tecnológico para o desenvolvimento da produção de petróleo e gás nesta ilha do Caribe. Após finalizar a reunião em Havana para analisar o andamento de um vasto convênio integral de colaboração em vigor há mais de seis anos, os dois países concordaram em estimular o desenvolvimento de novas fontes energéticas em Cuba e na Venezuela, com beneficio também para “outras nações irmãs”.
Fonte: Patricia Grogg, da IPS Havana, 07/03/2007


Produção de etanol será tema da reunião de Lula e Bush no Brasil

Na visita que o presidente George W. Bush fará ao Brasil quinta e sexta-feira, um projeto concebido em pleno regime militar na década de 70 ganhará status estratégico para aproximar o país dos Estados Unidos.
O álcool - há três décadas abastecendo veículos nacionais - faz do encontro um dos mais aguardados da história recente do país.
A parceria que está prestes a ser assinada renderia para ambos a oportunidade de consolidar uma posição de liderança no campo da energia alternativa mundial - uma das principais preocupações do século 21, ao lado do aquecimento global. Mas esse interesse comum também tem outros significados políticos.

Fonte:Gazeta do Sul 05/03/2007

 

Em carta a Bush, deputados dos EUA defendem parceria com Brasil

"A cooperação na área de biocombustíveis entre Brasil e Estados Unidos é uma parceria do tipo em que os americanos só têm a ganhar, segundo os termos de uma carta enviada ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e assinada pelo deputado democrata Eliot Engel, presidente do subcomitê do Hemisfério Ocidental do Congresso, e pelo republicano Dan Burton, que integra o mesmo subcomitê.
O documento louva o presidente Bush por ''seus esforços em dar início a uma vasta cooperação na área de biocombustíveis e energia alternativa com o presidente brasileiro Lula da Silva''.
O texto descreve essa iniciativa como ''exatamente o tipo de parceria na qual os Estados Unidos ganham ou ganham''.
A carta diz que essa cooperação ''pode ajudar a estreitar as relações entre Estados Unidos e América Latina nos próximos dois anos de sua presidência e até depois disso''.
O tema deve ser debatido durante a visita do presidente Bush ao Brasil no próximo dia 8 de março, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos no dia 31 do mesmo mês.
Brasil e Estados Unidos respondem juntos por 70% do mercado mundial de etanol. O produto americano é produzido a partir de milho, ao passo que o brasileiro é feito de cana de açúcar."
Fonte: BBC Brasil 02/03/2007

 

PIONEIRA
Fabrica de Biodiesel
Instalação de equipamentos começou e unidade deve entrar
em funcionamento até o final do mês

"RESENDE - O secretário de Desenvolvimento Rural, Edino Camoleze, informou ontem que o processo de instalação da Usina de Biodiesel no município está a todo vapor.
Camolese informou que a usina, que está sendo instalada desde setembro passado, está dentro do programado pela empresa e a fábrica estava em fevereiro com cerca de 80% de sua capacidade instalada.
A fábrica de Resende será a primeira a ser instalada no Estado do Rio. Suas atividades poderão produzir cerca de 100 mil litros diários do combustível e sua produção anual, que pode chegar a 36 milhões de litros, será em torno de 5% da produção nacional de biodiesel prevista para 2007. “Óleo comestível, graxa e gordura de caixas domiciliares podem também ser reaproveitadas pela fábrica. Os biocombustíveis, derivados de produtos agrícolas, são excelente alternativa para combustíveis fósseis, como o petróleo. Com a obrigatoriedade de mistura de 2% do biocombustível ao diesel normal o Brasil deve alcançar e superar, segundo o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, em mais de 60%, ainda no primeiro semestre deste ano, a produção dos 800 milhões de litros de biodiesel necessários ao país para suprir a demanda gerada”, explica o secretário.
“ O programa RioBiodiesel foi definido como uma prioridade pelo Governo do Estado. A então governadora Rosinha Garotinho, inclusive, baixou decreto concedendo incentivos fiscais para a produção do biodiesel no Estado. O biodiesel é uma importante fonte alternativa de energia e ganhou prioridade do governo federal”, explica, acrescentando que a Secretaria de Desenvolvimento Rural está concluindo o cadastramento de produtores rurais interessados em aderir ao programa, para definir áreas e tipo de plantio.
Edino pretende retomar este mês o plantio de um hectare de pinhão manso e um hectare de girassol, espécies que se mostraram adaptadas ao clima e solo da cidade. “Este plantio será feito no Parque de Exposições, sempre com o acompanhamento técnico da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. Essa área serviria de vitrine para os produtores rurais”, explica Camoleze, salientando que o município, que é sede o Pólo Regional Sul Fluminense para a produção de biodiesel, tem ótimas condições tecnológicas e industriais, além de ser próxima de centros consumidores, como São Paulo e Minas Gerais. “O experimento com girassol e pinhão manso faz parte do Programa RioBiodiesel, lançado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em março de 2005, através da Secretaria de Ciência, Inovação e Tecnologia. Estamos fortalecendo a agricultura e o agronegócio no município, dando maior apoio e sustentação à agricultura familiar. A busca da produção de uma energia alternativa, limpa e renovável, utilizando a biomassa oriunda do cultivo do pinhão manso e o girassol é uma prioridade do governo municipal”, garante o secretário."
Fonte: Voz da Cidade 02/03/2007

 

Brasil promove Fórum Internacional de Biocombustíveis

"Brasília, 28 fev (EFE).- Um grupo de países, entre eles Brasil, Estados Unidos e China, vai criar um Fórum Internacional de Biocombustíveis para promover a sua produção e uso sustentável em escala mundial.
Segundo informou hoje em comunicado a Chancelaria brasileira, a iniciativa é do Brasil, África do Sul, China, Estados Unidos, Índia e União Européia, e será apresentada na sexta-feira nas Nações Unidas.
O fórum permitirá criar um mecanismo para "estruturar o diálogo entre os grandes produtores e consumidores de biocombustíveis interessados em promover a criação de um mercado internacional para os produtos", afirma a nota.
O objetivo é aumentar a eficiência da produção, distribuição e consumo dos produtos, que têm sido alvo de grande interesse como recurso alternativo de energia, especialmente por causa das fortes altas do preço do petróleo e das pressões ambientais.
O comunicado explica que os biocombustíveis são uma "alternativa economicamente viável" para a substituição parcial dos derivados do petróleo e para diversificar a matriz energética mundial.
Nos países ricos, os biocombustíveis podem diminuir a dependência dos combustíveis fósseis e reduzir as suas emissões de gases do efeito estufa, assim como oferecer maior segurança energética.
Para os países em desenvolvimento, eles podem ajudar a diminuir a dependência das importações de petróleo, melhorar o equilíbrio das balanças comerciais e economizar recursos que podem ser investidos em áreas sociais. Ao mesmo tempo, contribuem para a geração de renda e emprego no campo.
O Fórum terá uma duração de um ano, com reuniões periódicas para dar continuidade ao diálogo em temas prioritários. Para isso, serão criados dois grupos de trabalho: um sobre intercâmbio de informações e outro sobre normas internacionais e padrões.
Os grupos estudarão, além disso, aspectos de infra-estrutura, logística e comércio internacional. A troca de informação sobre avanços científicos e tecnológicos vai anteceder uma Conferência Internacional de Biocombustíveis, prevista para 2008 no Brasil.
O objetivo da iniciativa é conseguir uma coordenação internacional para um uso sustentável dos biocombustíveis e potenciar seus benefícios econômicos, sociais e ambientais.
O Brasil é um pioneiro no desenvolvimento dos biocombustíveis e, com 17 bilhões de litros por ano, é o maior produtor mundial de etanol de cana.
O comércio do produto será um dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera discutir com George W. Bush, na reunião da próxima semana, em São Paulo.
O Brasil quer que os EUA reduzam suas tarifas de importação de etanol e que os dois países desenvolvam conjuntamente um mercado mundial para o biocombustível, segundo declarou hoje à imprensa o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. EFE ag mf."
Fonte: Último Segundo 28/02/2007

 

Brasil e Jamaica têm acordo de etanol

"Acordo assinado entre os governos do Brasil e da Jamaica para a transferência de tecnologia brasileira na produção de açúcar e álcool daquele país está levando empresas brasileiras a investirem em indústrias no País caribenho. O acordo, na realidade, tem um interesse mais amplo, e mira a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em março, em um provável fechamento de parceria entre Brasília e Washington, para o uso do álcool como combustível como alternativa à gasolina. Com isso, a Jamaica começa a se preparar para ampliar produção do etanol.
Segundo Cézar Amaral, embaixador do Brasil na Jamaica, com o acordo entre os dois países, a estimativa é de que o ano feche com a ampliação da presença de três empresas brasileiras em solo jamaicano. “Há demanda e o mercado é crescente”, diz.
Presente há dois anos no país caribenho em parceria com a estatal Petrojam, o Grupo Coimex deverá investir mais de US$ 100 milhões entre projetos para o replantio de cana-de-açúcar e outras duas novas indústrias produtoras de açúcar e álcool. “O grupo brasileiro participa de duas licitações do setor”, conta.
A Coimex Trading envia para a Jamaica álcool hidratado produzido no Brasil para transformá-lo em álcool anidro, que, depois, é exportado para os Estados Unidos. “Produzimos hoje 150 milhões de litros de álcool anidro e pretendemos duplicar essa capacidade. Estamos analisando ainda a possibilidade de investir em outros projetos não só na Jamaica, mas em outros países caribenhos”, afirma Clayton Hygino de Miranda, presidente da Coimex Trading. Segundo ele, o Caribe é o caminho natural da exportação do álcool brasileiro para os Estados Unidos. Hoje, os países da região podem exportar até 7% da demanda total de álcool dos Estados Unidos com isenção de tarifa de importação que é aplicada a outros exportadores, como o Brasil. Neste contexto, a expectativa é que, em 2007, sejam exportados pela região 1,2 bilhão de litros do produto.
Ainda de acordo com Miranda, a Coimex Trading pretende ampliar sua participação na indústria de bebidas de países europeus, Estados Unidos, Japão e Coréia, mas garante que a empresa está atenta às mudanças do mercado da commodity. “O álcool deixa de ser destinado principalmente à indústria de bebidas e alimentos para ganhar importância para fins de geração de energia”, ressalta. A exemplo dessa mudança, outro investimento previsto pela empresa está na Nigéria, onde o governo já tomou a decisão de misturar álcool à gasolina. As perspectivas também são otimistas. Em 2005, foram comercializadas pela Coimex Trading, com apoio da subsidiária Coimex Suisse, 1.005 toneladas de açúcar, que geraram vendas líquidas de cerca de US$ 266,2 milhões.
Outra empresa brasileira que está investindo na Jamaica é a Bachue, que irá aplicar US$ 20 milhões numa indústria para a produção de etanol. “A parceria é com a companhia Jamaica Droillers e o segundo passo é da brasileira investir em uma indústria para a produção de etanol sem importar álcool so Brasil, ainda em estudo”, adianta o embaixador brasileiro.
Já o Grupo J.Pessoa está nesta semana visitando o País, e, segundo o embaixador, a intenção é de instalar lá uma indústria de produção de álcool e açúcar. “As negociações estão adiantadas entre os parceiros locais”, diz.
Outros grupos brasileiros podem fazer investimentos na Jamaica, como a Cosan, e em outros países do Caribe. Em El Salvador, a Cargill e Crystalsev são sócias de uma destilaria de desidratação de álcool.
Segundo a Azucareros del Istmo Centroamericano (Aica), que reúne empresas sucroalcooleiras da região do Caribe, países como Guatemala e Honduras também têm planos para produzir álcool, tendo o Brasil como modelo.
Outro sinal da força brasileira no ramo são as encomendas feitas à Dedini Indústria de Base, que tem em consulta de 104 projetos de usinas no exterior, boa parte na América Latina. Segundo a companhia, três dessas unidades já estão em andamento e três estão em fase final de negociação. No Brasil, a Dedini tem 43 unidades em montagem e 189 em consultas. Boa parte desses projetos tem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que entre 2005 e 2006 liberou cerca de R$ 3,3 bilhões para financiar a construção de usinas, o plantio de cana e a co-geração de energia a partir do bagaço.
Órgão Fiscalizador
Com a maior demanda pelo álcool no mercado internacional, o Itamaraty decidiu criar um Departamento de Energia, que inclui combustíveis renováveis e não-renováveis. O Itamaraty deve divulgar nos próximos dias os planos do governo para o mercado de álcool por conta da visita do presidente americano George W. Bush ao país no início de março.
“A vantagem dos negócios, que tanto o governo brasileiro quanto dos Estados Unidos, além de outros países estão dispostos em adquirir é o nosso know how na tecnologia de combustíveis renováveis”, finaliza o embaixador. Ambos se beneficiam do acordo Caribbean Basin Initiative (CBI), que isenta o álcool caribenho de impostos nos Estados Unidos."

Fonte: DCI 28/02/2007

 

Célula a combustível invade casas do Japão

"A residência oficial do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em Tóquio foi a primeira moradia do mundo equipada com um sistema de geração de eletricidade baseado numa bateria alimentada por combustível, uma novidade introduzida em 2005 que não pára de ser ampliada nesse país.
O Japão é muito dependente do exterior energeticamente e também muito preocupado com as emissões de gases de efeito estufa. Por isso tenta diversificar suas fontes de energia, favorecendo as renováveis e não-poluentes.
Atualmente, há no Japão 1.260 lares equipados com sistema baseado em bateria a combustível, no âmbito de um experimento em grande escala apoiado oficialmente e que envolverá outras mil residências antes de fim de 2008.
Para depois de 2010, o governo estima um mercado de 550 mil moradias por ano. O arquipélago conta, no total, com 47 milhões de lares, dos quais 26 milhões são casas individuais.
Os grupos energéticos Nippon Oil, Tokyo Gas e Cosmo, associados a fabricantes de baterias e de equipamentos complementares, como Sanyo, Toshiba, Matsushita e o fabricante de automóveis Toyota, já oferecem sistemas domésticos testados. Os primeiros oferecem a fonte da qual se tira o hidrogênio (gás urbano, gás natural, querosene); os outros, as baterias.
"O princípio dessa tecnologia é conhecido desde o fim do século XIX, mas sua primeira aplicação só remonta a 1965, quando uma bateria a combustível serviu como fonte de energia a bordo da nave espacial americana Gemini 5", explica o vice-diretor geral da Nippon Oil, Michihiro Mohri.
As baterias a combustível não produzem gases nocivos, mas unicamente eletricidade, calor e água. Como no caso dos sistemas solares e eólicos, muitos consideram as baterias uma fonte de energia cheia de virtudes. Além do fato de que o hidrogênio existe em abundância, recorrer a este tipo de alternativa permite diminuir a emissão de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento do planeta.
"Como a energia é gerada no local, o calor e a água produzidos simultaneamente servem diretamente para alimentar o circuito de água quente corrente da casa", acrescenta uma porta-voz da fundação japonesa para as Novas Energias. "Além disso, pelo fato de o sistema não ter nem turbina nem motor, não há ruído", ressalta.
Um terceiro argumento favorável é que os gastos em energia se reduzem globalmente, já que o custo do gás e do querosene empregados para gerar o hidrogênio é inferior ao da eletricidade, segundo a fundação. O usuário também é informado todos os dias das quantidades de energia e de água produzidas ou consumidas.
No entanto, há um problema: o custo atual da instalação do sistema é de
58 mil euros. O objetivo é diminuir o custo para 7.750 euros em uma década. Depois, em 2015, o custo diminuirá ainda mais, para 3.250 euros, diz Mohri."
Fonte: France Presse 22/02/2007

 

Maior central solar do mundo já produz electricidade no Alentejo

A maior central fotovoltaica do mundo, instalada em Serpa (Beja), já está a produzir energia para a rede eléctrica nacional, ainda em fase experimental, devendo começar a funcionar em pleno no início de Março.
Piero dal Maso, da Catavento, empresa portuguesa de energias renováveis que desenvolveu e gere o projecto, disse hoje que a central começou a funcionar de forma experimental em Janeiro e encontra-se actualmente em fase de comissionamento.
"Já estamos a produzir energia para a rede eléctrica nacional, mas ainda de forma experimental para testar e optimizar o desempenho dos equipamentos", precisou, explicando que a electricidade está a ser injectada na linha de média tensão que abastece os concelhos de Beja, Moura e Serpa.
O responsável adiantou ainda que a central deverá começar a funcionar em pleno no início de Março, seguindo-se a inauguração oficial, prevista para dia 28 daquele mês.
"É o culminar de anos de esforços administrativos e regulamentares na nossa estratégia de implementar um grande projecto solar em Portugal" referiu Piero dal Maso, esperando que a central "demonstre que a energia solar fotovoltaica é uma promissora fonte de energia alternativa, que deveria estar livre de bloqueios".
Com base numa tarifa de cerca de 0,31 euros por kilowatt/hora (kWh), Piero dal Maso acrescentou que a central vai vender energia à rede eléctrica nacional, durante os próximos 15 anos.
Com 52 mil painéis fotovoltaicos espalhados por 32 hectares, a Central Solar Fotovoltaica de Serpa, que começou a ser construída em Julho de 2006, é a maior do mundo, dispondo de uma capacidade instalada de 11 megawatts (MW), quase o dobro do que a actual maior central situada na Alemanha.
Sem custos de fuel ou emissões, a central vai produzir 20 gigawats/hora de energia por ano que, segundo Piero dal Maso, será suficiente para alimentar 8 mil habitações e poupar mais de 30 mil toneladas em emissões de gases de efeito de estufa em comparação com uma produção equivalente a partir de combustíveis fósseis.
Além da Catavento, a central, num investimento total de 61 milhões de euros, envolve também a General Electrics (GE), financiadora do projecto e proprietária da central, e a Powerlight, empresa fornecedora mundial de sistemas de energia solar que vai operar e manter a central.
A Central Solar Fotovoltaica de Serpa, a primeira grande instalação do género a entrar em produção em Portugal, será a maior do mundo até à efectiva
Fonte: Diário Económico 21/02/2007

 

Só falta vontade política p/ Portugal produzir bioetanol

O antigo campeão de fórmula 1 e actual presidente do grupo Flex Fuel, Alain Prost, defendeu hoje que só falta vontade política para Portugal poder iniciar a produção e o uso de bioetanol como combustível.
Admitindo que não tem um conhecimento tão profundo da realidade portuguesa como da francesa, Alain Prost entende, no entanto, que Portugal tem as condições necessárias para investir no bioetanol como combustível alternativo ao petróleo, mas que é necessária uma vontade política "real".
"Hoje em Portugal estão na fase em que a França estava há seis meses ou há um ano. A diferença, na verdade, é que vocês não têm construtores [de automóveis], mas têm três dos cinco construtores que citei [Renault, Peugeot e Ford] que se encontram como importadores no vosso mercado. Ao nível das superfícies agrícolas têm mais milho do que beterraba, portanto o que falta é vontade politica real", defendeu Alain Prost numa conferência de imprensa organizada pela Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) com o objectivo de apresentar o bioetanol como alternativa energética.
O bioetanol é um combustível obtido através da fermentação alcoólica de açúcares que se encontram nos grãos dos cereais (milho e trigo) e na beterraba, que ao ser misturado na gasolina e gasóleo reduz a emissão de gases poluentes para a atmosfera.
Para o presidente da ANPROMIS, Luis de Vasconcelos e Sousa, Portugal tem apenas três opções que passam pela produção com matéria- prima nacional, pela produção com matéria-prima importada ou pela compra do produto acabado.
"Depois é uma questão industrial e de capacidade de financiar este projecto porque ele paga-se em muito pouco tempo. Portanto esta é uma questão que tem que ver com política porque há capacidade para produzir as quantidades necessárias. É preciso é que haja vontade política", defendeu Luís de Vasconcelos e Sousa.
No entanto, de acordo com o presidente da ANPROMIS já houve da parte do secretário de Estado Adjunto da Industria e da Inovação, António Castro Guerra, a garantia de que o concurso para a atribuição de licenças para a produção de bioetanol vai decorrer durante o segundo semestre deste ano.
Fonte: AgroNoticias 13/02/2007

 

Álcool brasileiro pode ser alternativa energética mundial

A última edição da revista Science tem como destaque um dossiê sobre sustentabilidade e energia. O consumo energético global é considerado pela revista como "o maior desafio para um futuro sustentável".
Os editores da publicação norte-americana ressaltam a dependência mundial dos combustíveis fósseis não-renováveis que foram e continuarão a ser a principal causa da poluição e das mudanças climáticas. "Esses problemas e a crescente escassez das reservas de petróleo tornam cada vez mais urgente a viabilização de energias alternativas", afirmam.
A edição enfoca alguns dos desafios e esforços necessários "para que a energia sustentável seja mais efetiva em escala suficiente para fazer diferença". Segundo o editorial, várias das questões fundamentais ligadas ao tema "requerem grandes esforços de pesquisa em áreas que ainda têm pouco investimento".
Os 22 artigos da seção especial da edição tratam de avanços científicos e de perspectivas em tópicos como energia solar, biocombustíveis, células de hidrogênio, energia fotovoltaica, seqüestro de carbono e produção de combustíveis a partir de microrganismos.
Em um dos textos, Nathan Lewis, da Divisão de Química do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, afirma que a conversão direta da luz do sol, com células de energia solar, em eletricidade ou hidrogênio esbarra nos altos custos, independentemente de sua eficiência intrínseca.
Mike Himmel, do Departamento de Bioquímica da Universidade do Estado do Colorado, explica como a União Européia planeja produzir um quarto de seus combustíveis a partir de biomassa até 2030. Em outro artigo, Janez Potocnik, diretor de Ciência e Pesquisa da Comissão Européia, discute como os europeus estão estabelecendo metas e alocando recursos para energias alternativas...
Fonte: Agência FAPESP 12/02/2007


Biocombustível será fonte alternativa na Índia

SÃO PAULO, 9 de fevereiro de 2007 - A Ericsson, a GSM Association (GSMA) e a operadora Idea Cellular uniram-se para tornar viável o uso de biocombustíveis como fonte alternativa de energia em redes sem fio nas áreas rurais da Índia. Já houve, recentementem um projeto piloto na Nigéria, como este, para demonstrar o potencial do biocombustível como substituto ao diesel, comum em estações rádio-base móveis localizadas em regiões onde não há energia elétrica. Agora chegou a vez dos indianos testarem a novidade em Pune, Maharashtra.
Na primeira fase do projeto, que está próximo da conclusão, foi testada a viabilidade da utilização de sementes de plantas não-comestíveis, como algodão e jatropha. Na segunda etapa será utilizada a colheita em fase de crescimento para produzir o biodiesel que gerará energia capaz de colocar em funcionamento de 5 a 10 estações radio-base na região de Maharashtra.
O biodiesel possui inúmeras vantagens sobre o diesel comum. Pode ser produzido localmente, criando empregos em áreas rurais, enquanto reduz a necessidade de transporte, logística e segurança. O combustível também tem impacto muito menor no meio ambiente. Além disso, resultados mostram que o biocombustível é mais limpo e pode aumentar o tempo de vida dos geradores das estações radio-base, e com isto reduzir custos.
Quase três quartos da população da Índia vivem em zonas rurais e poderão usufruir as vantagens econômicas e de comunicação provenientes da parceria entre as três organizações.
Fonte: (Redação - InvestNews) 9/02/07

 

Governo alemão defende recurso da Europa a energia solar do Saara


Governo alemão, que preside actualmente à União Europeia, é favorável a que a Europa invista na possibilidade de se abastecer de electricidade produzida a partir de energia solar captada no deserto do Saara.
"O Saara deveria ser usado para fornecer electricidade à Europa", defendeu hoje Sigmar Gabriel, ministro alemão do Ambiente, no âmbito de uma conferência sobre energias renováveis que decorre em Bruxelas.
Em sua opinião, esta alternativa pode revelar-se fundamental para permitir à Europa cumprir as metas de redução de gases poluentes associados às alterações climáticas e, simultaneamente, reduzir a sua dependência do gás e do petróleo.
Fonte: Jornal de Negócios 29/01/2007

 

Líderes asiáticos assinam novo acordo para energia alternativa

Líderes de 16 países asiáticos, que representam metade da população mundial, prometeram hoje desenvolver fontes alternativas de energia e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. O acordo conclui uma semana de negociações no balneário filipino de Cebu, numa reunião que tratou de assuntos tão diversos quanto doenças, desastres, comércio e terrorismo.
Líderes do Sudeste Asiático, China, Japão, Coréia do Sul, Índia, Austrália e Nova Zelândia participaram da segunda cúpula do Leste da Ásia, bem mais produtiva que a inaugural, em 2006. Pequim e Tóquio usaram a reunião patrocinada pela Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) para estreitarem ainda mais suas relações.
Os 16 líderes pediram hoje à Coréia do Norte que abandone suas armas nucleares e responda a preocupações humanitárias, como o seqüestro de japoneses em décadas anteriores. O principal item da agenda foi mesmo um pacto de segurança energética, que visa a reduzir a dependência regional do petróleo importado e conter as alterações climáticas.
A maioria das metas no pacto, porém, são vagas ou voluntárias. Ao contrário da União Européia, que na semana passada divulgou a ambiciosa meta de reduzir em pelo menos 20% as emissões de gases do efeito estufa, os líderes de alguns dos países mais poluídos do mundo não ofereceram objetivos concretos.
Helen Clark, primeira-ministra da Nova Zelândia, disse que a comparação é inadequada. "Estes são dias muito iniciais no contexto do leste da Ásia para estarmos falando em metas", afirmou. Ao contrário do que ocorre na UE, vários países do extremo oriente não são signatários do Protocolo de Kyoto, que trata da redução dos poluentes que provocam o aquecimento global.
A cúpula deu grande ênfase à promoção de biocombustíveis, inclusive porque o Sudeste Asiático é um grande produtor de matérias-primas como cana e óleo de palma. Mesmo assim, as emissões de gases do efeito estufa devem triplicar na região até 2030, enquanto a demanda por energia deve dobrar nesse período, segundo dados da Asean.
No âmbito comercial, o presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, Haruhiko Kuroda, propôs a criação de um bloco comercial da Índia à Nova Zelândia, com o objetivo de tirar da pobreza 750 milhões dos 3 bilhões de habitantes do leste da Ásia. Autoridades disseram que esse bloco comercial será estudado, mas que sua implantação, se ocorrer, será apenas num futuro distante, já que a prioridade da Asean atualmente são acordos comerciais bilaterais - cerca de 50 deles estão em negociação entre os países da região.
Conforme a Asean se torna um bloco político-econômico mais integrado, os governos da China e do Japão disputam influência sobre ele. O premiê japonês, Shinzo Abe, disse que Tóquio pretende ter um papel mais ativo na segurança regional, dando apoio à segurança marítima do Sudeste Asiático.
No domingo, a China e a Asean decidiram cortar barreiras no setor de serviços, o que o premiê chinês, Wen Jiabao, considerou um "passo crucial" na formação da mais populosa área de livre comércio do mundo. Os líderes também aprovaram um mapa para a prevenção da gripe aviária, com o objetivo de compartilharem práticas bem-sucedidas.
Um temor dos líderes é que suas cúpulas se tornem apenas um bate-papo de alto nível. Na reunião do ano passado, eles chegaram a cogitar se haveria outra. "O que fez a cúpula chegar com sucesso ao segundo ano é que não se trata só de um lugar para falar. Estamos conversando sobre áreas concretas de cooperação, e mais especificamente sobre segurança energética," disse a presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, em entrevista coletiva.
Fonte: Reuters 15/01/2007

 

Bahia tem vocação
natural para o biodiesel
Com forte aptidão para a produção do biodiesel, a Bahia ganha duas usinas e ainda possui áreas para produzir o petróleo verde.
A produção de biodiesel está sendo considerada um investimento estratégico para o desenvolvimento do País (Brasil)

O Biodiesel é um projeto estratégico do Brasil e que encontra na Bahia uma vocação natural para desenvolvê-lo. Combustível de queima limpa, o biodiesel é um produto do óleo extraído de algumas plantas, capaz de proporcionar o desenvolvimento social e econômico da Bahia, estado que ocupa a posição de líder isolado da produção nacional de mamona (92%), possuindo ainda uma grande plantação de soja. As duas plantas podem dar origem ao “petróleo verde”, bem como ao dendê e algodão. Também chamado de "petróleo verde", o combustível reduz a poluição atmosférica e serve como alternativa de energia renovável e infinita, qualidades bem diferentes do petróleo.
Além de proporcionar benefícios ambientais, o biodiesel também possibilita a geração de empregos diretos e indiretos, promove a inclusão social e o desenvolvimento da agricultura nas zonas rurais menos favorecidas. Com base no zoneamento realizado pela Embrapa, constatou-se que a Bahia possui grande potencial para a expansão do cultivo da mamona. Dos 452 municípios que apresentam esse produto na região Nordeste, 189 (41,8%) localizam-se no estado baiano. A tendência de crise relacionada aos combustíveis fósseis não renováveis aponta para o uso das energias alternativas como foi o caso do álcool.
No dia 28 de dezembro, foi realizado o Primeiro Encontro de Biodiesel de Jequié e Região, quando foi discutido com os presentes a importância da produção do biodiesel através da agricultura familiar. Um mês antes, o II Fórum Regional do Biodiesel em Guanambi teve como tema O Biodiesel e a Inclusão Social
Emprego e renda
Recentemente, a Petrobras assinou um contrato para a construção da sua primeira unidade de biodiesel, em Candeias. A usina, que vai custar cerca de R$ 78 milhões, deverá produzir 57 milhões de litros do combustível ao ano. A cidade foi escolhida por diversos fatores, dentre eles o mercado consumidor e a localização privilegiada em relação aos meios de transporte rodoviário, ferroviário e marítimo. A unidade vai gerar emprego e renda para aproximadamente 25 mil famílias de agricultores da região.
Já o município de Iraquara foi escolhido pela empresa Brasil Ecodiesel para a construção de uma fábrica para a produção de 80 milhões de litros de biodiesel por ano, utilizando como matéria-prima a mamona, o algodão e o girassol. Metade desses insumos será adquirida de 30 mil agricultores familiares, para quem a empresa destinará cerca de R$ 25 milhões. Serão gerados de 100 a 120 empregos diretos...
Fonte: Itabuna/BA - WriteDate(); 16/1/2007

Brasil e EUA querem promover etanol como energia alternativa


"Foi assinado ontem, em Miami, na Flórida, o tratado que cria a Comissão Inter americana do Etanol, entidade privada lançada por EUA, Brasil e o BID (Banco Inter americano de Desenvolvimento) com a proposta de promover o uso do combustível como alternativa ao petróleo nas Américas.
A comissão surgiu a partir do patrocínio do governador da Flórida, Jeb Bush, e do ex-ministro brasileiro da Agricultura e actual presidente do Conselho Superior de Agricultura, Roberto Rodrigues, além do presidente do BID, Luís Alberto Moreno. Brasil e EUA são os países líderes na produção do etanol, com cerca de 16 biliões de litros anuais cada um.
"Nos últimos 35 anos, venho pensando como a humanidade foi estúpida em construir uma civilização inteira a base de petróleo, que é algo que um dia vai acabar", discursou Rodrigues ontem, segundo a imprensa americana, durante o lançamento da comissão. "Combustíveis alternativos, com o etanol, prometem reduzir a dependência dos EUA do petróleo estrangeiro", disse o governador da Florida.
A intenção dos Estados Unidos é desenvolver um programa de substituição de gasolina para todas as Américas. Só nos Estados Unidos, a substituição pode gerar uma demanda de 80 biliões de litros de etanol.
"A comissão vai ter uma actividade bastante ampla de promover e identificar o potencial de demanda de etanol nos principais mercados", afirmou o director de comércio exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca. "A ideia é realizar um trabalho de marketing internacional, com a realização de seminários, debates, artigos e participações em eventos em todo o mundo", explicou.
A ideia, segundo ele, é "tornar o etanol uma commodity". "Hoje, o etanol já está listado em Bolsa, mas não tem muita liquidez. Para que isso ocorra, é necessário mais divulgação, um trabalho quase didáctico e promocional de suas vantagens."

“A Volkswagen do Brasil atinge novo marco de pioneirismo tecnológico e de mercado na indústria automobilística: a partir deste mês, a marca é a primeira montadora nacional a equipar 100% de seus motores produzidos no País com a tecnologia Total Flex. Depois de sair na frente lançando o primeiro modelo equipado com tecnologia bicombustível (Gol 1.6, em Março de 2003), e ter criado o primeiro motor 1.0 flexível (Fox, em Outubro de 2003), a Volkswagen atinge a totalidade de sua produção nacional com o recurso que permite abastecer o tanque com qualquer proporção entre álcool e gasolina.·
Líder no acumulado de vendas de veículos bicombustíveis desde o início, com 35% de participação de mercado, a Volkswagen acumula vendas de 575.171 unidades (até Abril de 2006). "Estamos satisfeitos por ter cumprido o compromisso assumido em 2003, que era o de oferecer uma linha completa de motores Total Flex em três anos. O cliente logo compreendeu as vantagens do sistema bicombustível, assim como a Volkswagen foi a montadora mais ágil para atendê-lo", comenta Paulo Kakinoff, director de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil. Na cerimónia de comemoração, realizada no dia 1º último, uma placa foi desferida na linha de produção, acompanhada por Joerg Mueller, director de Manufactura da empresa. Ele esteve ao lado dos dois veículos bicombustíveis mais vendidos do País. Juntos, Gol e Fox já somam mais de 464 mil unidades Total Flex no mercado."
Fonte: Folha de S. Paulo - SP - 19/12/2006

 

Para especialistas, álcool revolucionará vida rural na América Latina

A produção de álcool como biocombustível não é apenas uma alternativa que "diminuirá a dependência do petróleo", mas "mudará a vida rural da América Latina", asseguraram ontem em Miami políticos e especialistas.

A chave está em antes de "substituir o petróleo" formar "uma matriz energética mais ampla" que incorpore os "biocombustíveis como o álcool", disse à Efe Luis Alberto Moreno, presidente do Banco Inter americano de Desenvolvimento (BID).
Para o director do BID, que participou ontem em Miami de uma conferência na qual foi anunciada a criação da Comissão Inter americana do Etanol, o álcool extraído da cana de açúcar, do milho e de outros produtos revolucionará "a vida rural da América Latina" à medida que "sua produção para energia aumentar".
De acordo com Moreno, o álcool é "claramente uma alternativa real" ao petróleo que, além disso, "melhorará" substancialmente a "renda do camponês" na América Latina, algo que representa, segundo disse, um "desafio para os Governos": "O investimento em tecnologia".
Nesse sentido, o governador da Florida, Jeb Bush, um dos mais entusiastas incentivadores da pesquisa sobre este biocombustível nos Estados Unidos, assinalou na conferência que "a exuberância do álcool" é a "grande promessa" para o país.
Acrescentou que seu uso é uma garantia de "protecção do meio ambiente" mais "limpo".
O governador, irmão mais novo do presidente dos EUA, George W. Bush, expressou estar convencido que a produção de álcool cumprirá um duplo objectivo: "Reduzir a dependência dos EUA do petróleo exterior" e consolidar uma "segurança energética" e "eficiente".
Os EUA, em números globais, são o segundo maior produtor mundial de álcool, com 30%, atrás apenas do Brasil, número 1 e maior exportador deste biocombustível, com 34% da produção total.
O resto, segundo o director do BID, é composto por cerca de trinta países, entre os quais se destaca a Colômbia, que é o segundo maior produtor de álcool da América Latina, um marco alcançado em apenas quatro anos e que confirma, segundo Moreno, que a aposta do Banco de apoiar o desenvolvimento deste tipo de biocombustível era acertada.
Moreno lembrou que há 27 anos, quando se pensava que "os biocombustíveis eram uma idéia louca" e se "criticava" o Brasil por sua decisão de incentivar a pesquisa e produção de álcool, o BID acreditou neste "visionário esforço que hoje deu frutos" e que "todo o mundo contempla".
Ainda mais entusiasta foi o ex-ministro da Agricultura do Brasil Roberto Rodrigues, que falou sobre os novos horizontes "absolutamente fantásticos" que se abrem com a "agroenergia".
"Estamos aqui para anunciar e lançar uma nova civilização", um "projecto revolucionário" que forjará uma realidade "única" carregada de futuro para "nossos netos e para os filhos de nossos netos", exclamou Rodrigues, para garantir depois que a Comissão será muito "ambiciosa" com relação ao cumprimento de seus postulados.
Rodrigues acrescentou que a Comissão Inter americana do Etanol, presidida por Jeb Bush, Moreno e ele mesmo, impôs como compromisso de fundação "mudar a civilização" com esta nova energia que permitirá que os países escapem da "dependência do petróleo".
Bush explicou que a "promoção do álcool" no continente actuará como catalisador que "eliminará barreiras para o livre comércio dentro da região" e "melhorará as economias e a qualidade de vida de milhões de pessoas".
"O álcool pode ser um poderoso catalisador para as nações pobres", já que permitirá que "desenvolvam sua própria energia" e se beneficiem de uma "oportunidade económica" por meio de investimentos neste sector.
Assim, Moreno pediu que investissem na utilização das imensas áreas improdutivas para "cultivar a cana de açúcar" e aproveitar, desta maneira, esta "grande oportunidade" para as comunidades rurais que pode acabar com a emigração dos jovens do campo.
Por isso, torna-se necessário, afirmou, chegar a um "consenso" sobre o álcool com os "políticos, os produtores de cana e de hidrocarbonetos e os defensores do meio ambiente".
Fonte: Agência EFE 19/12/2006

 

UE amplia para novos membros programa de biocombustíveis

Bruxelas, 19 - Ministros da Agricultura da União Européia (UE) concordaram hoje em ampliar o programa que incentiva a produção de biocombustíveis a fim de incluir os novos membros do bloco. Isso significa que Bulgária, República Tcheca, Estônia, Chipre, Letônia, Lituânia, Hungria, Malta, Polônia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia vão receber 45 euros por hectare que for destinado à produção de oleaginosas e beterraba, produtos que são usados na produção de energia renovável
"A energia renovável é prioridade crescente para a União Européia. O esquema de promoção teve um bom início (em 2004). Agora é justo darmos aos produtores de todo o bloco a chance de se beneficiarem dele", afirmou Mariann Fischer Boel, comissária de Agricultura e Desenvolvimento Rural da UE.
Boel sublinhou que o aumento da produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel, deve diminuir a dependência da Europa da importação de petróleo, além de reduzir as emissões de gás e proporcionar aos agricultores novas oportunidades de negócio. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado 19/12/2006

 

Japão quer 40 mil carros movidos a biomassa ao ano.

O novo combustível, chamado "E3", consiste em gasolina com 3% de bioetanol elaborado a partir de resíduos de madeira

EFE

TÓQUIO - O governo japonês planeja colocar em circulação 40 mil carros ao ano movidos a biomassa, informaram fontes oficiais.
A matéria-prima da biomassa serão resíduos de madeira, e o projeto oficial prevê a construção de cem estações distribuidoras do combustível nas províncias de Kanto, cuja capital é Tóquio, e Kansai, no oeste do Japão, segundo a agência Kyodo .
O Ministério do Meio Ambiente pedirá ao de Finanças um fundo de dez bilhões de ienes (US$ 86 milhões) no Orçamento do próximo ano fiscal para financiar o projeto, que pode receber incentivos fiscais.
O novo combustível, chamado "E3", consiste em gasolina com 3% de bioetanol elaborado a partir de resíduos de madeira, e será produzido em uma nova fábrica que está sendo construída na cidade de Osaka. A meta de produção é de 47 milhões de litros ao ano.
Devido ao fato de que a biomassa é gerada a partir dos produtos agropecuários e florestais, os analistas ressaltam o seu forte efeito redutor das emissões de dióxido de carbono, principal gás causador do aquecimento global.
Fonte:estadao.br 24 de agosto de 2006

 

 

 

***OBRIGADO PELA VISITA***